A notícia do último dia 19 de janeiro sobre o pedido de concordata da Kodak não é surpreendente. Mas certamente entristece pessoas que, como eu, tiveram vínculos emocionais com a marca fundada em 1888. A concordata é a negociação derradeira: a última chance de reerguer. A empresa financiou um empréstimo de US$ 950 milhões e contratou Dominic Di Napoli, vice-presidente do conselho da FTI Consulting Inc., para assumir a diretoria de reestruturação, participando do grande desafio deste período nebuloso.
Fábrica da Kodak, nos Estados Unidos
Hoje, estamos em plena cibercultura, em que a comunicação é tida por meio de plataformas digitais e, a cada dia, o uso de equipamentos móveis é mais comum. Difícil saber qual espaço o tradicional negócio da Kodak pode ocupar neste universo virtual. No caso da imagem, a evolução passou pela cinematografia, pela imagem televisiva, pelas geradas computacionalmente, pelas digitais, capturadas por webcams até chegarmos nos celulares. Hoje, com o crescente uso de dispositivos como smartphones e tablets, as imagens são enviadas e manuseadas nas pontas dos dedos e podem passar de um lado para o outro do globo em questão de segundos.
Espero, sinceramente, que a Kodak encontre uma solução para seu negócio, seja por meio de um nicho de mercado ou com o lançamento de produtos que atendam à sede pelo compartilhamento da geração 2.0. Ou então, a marca terá apenas um lugar especial na mente de adultos que, como eu, guardam lembranças em forma de fotos antigas: uma maneira prazerosa de reviver momentos especiais.

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