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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Kodak: da invenção do filme fotográfico à concordata

A Kodak marcou minha infância. Em Jundiaí, frequentava uma grande Kodak no centro e outras duas, localizadas nos respectivos shoppings da cidade. A máquina da minha mãe era Kodak. Comprávamos negativos Kodak e revelávamos as fotos (que eram surpresa!) em uma das lojas citadas. Anos se passaram e eu ganhei a minha primeira máquina digital no início da faculdade, e já não era Kodak. Não compro mais negativos e revelo as fotos - sempre criteriosamente selecionadas e editadas - meses depois de clicadas.

A notícia do último dia 19 de janeiro sobre o pedido de concordata da Kodak não é surpreendente. Mas certamente entristece pessoas que, como eu, tiveram vínculos emocionais com a marca fundada em 1888. A concordata é a negociação derradeira: a última chance de reerguer. A empresa financiou um empréstimo de US$ 950 milhões e contratou Dominic Di Napoli, vice-presidente do conselho da FTI Consulting Inc., para assumir a diretoria de reestruturação, participando do grande desafio deste período nebuloso.

Fábrica da Kodak, nos Estados Unidos

Alguns negócios se esgotam com a evolução tecnológica. Com a máquina de escrever foi assim... Na trajetória da comunicação, passamos por uma série de formações culturais desde muitos séculos. Primeiro surgiu a cultura oral, formada por cantos, danças e pelo teatro. Depois, veio a escrita, ainda registrada em pedra, couro e no papiro. Séculos mais tarde, a partir de Gutenberg - o inventor da imprensa - tivemos a cultura impressa. Foi com a cultura de massas, a partir dos anos 1920, que deparamos com o jornal, o telégrafo, a fotografia, o cinema, o rádio e a televisão simultaneamente. A era mecânica misturava-se com a eletrônica. Posteriormente, a formação cultural das mídias chegou, por volta de 1980, com novidades como fotocopiadoras, videocassetes, walkmans, indústria de filmes e a TV a cabo.

Hoje, estamos em plena cibercultura, em que a comunicação é tida por meio de plataformas digitais e, a cada dia, o uso de equipamentos móveis é mais comum. Difícil saber qual espaço o tradicional negócio da Kodak pode ocupar neste universo virtual. No caso da imagem, a evolução passou pela cinematografia, pela imagem televisiva, pelas geradas computacionalmente, pelas digitais, capturadas por webcams até chegarmos nos celulares. Hoje, com o crescente uso de dispositivos como smartphones e tablets, as imagens são enviadas e manuseadas nas pontas dos dedos e podem passar de um lado para o outro do globo em questão de segundos.

Espero, sinceramente, que a Kodak encontre uma solução para seu negócio, seja por meio de um nicho de mercado ou com o lançamento de produtos que atendam à sede pelo compartilhamento da geração 2.0. Ou então, a marca terá apenas um lugar especial na mente de adultos que, como eu, guardam lembranças em forma de fotos antigas: uma maneira prazerosa de reviver momentos especiais.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Menos a Luiza, que está no Canadá

Nesta semana fiquei na dúvida sobre o que escrever. Uma opção seria explorar os dois projetos de lei que tramitam no Congresso dos Estados Unidos, propondo novas leis de combate à pirataria. Sites como Wikipedia, Google, Twitter e Facebook mostraram-se contra a iniciativa, assim como uma multidão, que invadiu as ruas de Nova York para protesto. Centenas estiveram no movimento norte americano, menos a Luiza, que está no Canadá. A Luiza, aliás, é o assunto selecionado para o post de hoje. Primeiro porque em dias pode cair em esquecimento (é o que muitos esperam) e depois porque ainda há muito o que falar sobre as novas leis do país governado por Obama.

Vamos à Luiza.
Tudo começou na Paraíba. Um colunista social protagonizou um vídeo apresentando um novo empreendimento imobiliário no Estado. Na tela, aparece quase toda família, "menos Luiza, que está no Canadá". O comercial caiu na rede. "Luiza" e "Canadá" logo chegaram ao topo nos sites de busca e foram parar até no show do cantor Lenine, em João Pessoa. O artista agradeceu a presença de todos, "menos da Luiza, que está no Canadá". No Twitter e do Facebook, piadas das mais diversas lotaram as páginas das redes.


Luiza antecipou sua volta e concedeu entrevistas à imprensa

Assim como o jargão que ficou famoso nesta semana, vários outros são nossos velhos conhecidos: "Pede pra sair", do Capitão Nascimento; "Cada mergulho é um flash", da personagem global Dona Jura e a mais recente "Assim você me mata", extraída do atual hit de Michel Teló são alguns exemplos. Essas frases que caem no gosto popular podem ser consideradas um fenômeno comunicacional conhecido como meme. A palavra vem do grego, mimeme, que significa imitar. Na Internet, caracteriza esses conteúdos comuns transmitidos de uma pessoa para outra, entre diferentes culturas e regiões. Só não sei se é transmitido para a Luiza... Você deve saber o motivo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ariel líquido: o caso de um produto bom e coerente

No post de hoje vou relembrar um caso de 2011 que aconteceu em meados do segundo semestre, quando eu já morava em Juiz de Fora. Eu estava com o meu noivo em um hipermercado da cidade, fazendo as compras do mês, quando fomos surpreendidos:

- Oi! Vocês vão levar qual? - perguntou uma mulher simpática, de meia idade, parecendo ter saído do trabalho há pouco tempo. Estávamos na sessão de detergentes para roupas.
- Pois é... Acho que esse Ariel líquido está valendo a pena. - respondeu meu noivo.
A dona ignorou o homem que “sobrava” na conversa, olhou para mim e disse com segurança:
- Moça, você precisa levar o Ariel líquido. Ele faz o que nenhum outro sabão é capaz de fazer. E o preço está realmente muito bom.
- Ah é? Sempre levo só sabão em pó: um de ponta para as roupas delicadas e um de segunda linha para as coloridas.
- Então você precisa levar o Ariel, para experimentar. Sabe o que eu faço? Coloco as roupas na máquina com esse sabão, um pouco de alvejante e deixo de molho a noite toda. Menina, quando eu lavo na manhã seguinte e tiro da máquina, as roupas estão limpas, sem manchas, macias e cheirosas. Você nem acredita. Tem que levar.
Então meu noivo voltou a participar:
- É, o preço está bom... Esse negócio rende?
- Rende que é uma beleza, mais que sabão em pó. Vale a pena.
Agradeci pelos conselhos (afinal, sou uma dona de casa de primeira viagem) e seguimos com nossas compras, levando no carrinho um pacote promocional que continha duas unidades de Ariel líquido. Ao chegar perto do caixa, encontrei a mulher simpática novamente e, sem que eu pudesse ter nenhuma ação, ela disse:
- Moça, moça! Esqueci de dizer: não precisa comprar amaciante. O Ariel líquido é tão bom que faz todo o serviço sozinho.

Este foi exatamente o produto adquirido


Aprendi, no livro Administração de Marketing, de Kotler e Keller, que o mix de marketing é composto pelos quatro “P”s:
Produto: se refere ao material, qualidade, embalagem, enfim, todos os atributos do produto, especificamente.
Preço: o preço é definido a partir de pesquisas de mercado e também pelas estratégias de posicionamento da empresa com relação a cada produto.
Praça: este “P” é o responsável pela distribuição, ou seja, é a definição de estabelecimentos físicos e sites em que os consumidores encontrarão o produto.
Promoção: por fim, a promoção diz respeito à comunicação: como a empresa irá comunicar seus consumidores e demais públicos de interesse sobre o produto: o que é, quanto custa e onde pode ser encontrado, etc.

Como consumidora, sempre paro para pensar no posicionamento das companhias. Pesquisei sobre o Ariel líquido e descobri que ele promete remoção de manchas, pré-tratamento de manchas difíceis, maior rendimento, diluição instantânea sem deixar resíduos, cores vibrantes (conservação das roupas coloridas), branco incrível e, ainda, perfume e maciez.
No caso que contei há pouco, a simpática dona de casa comprovou o posicionamento do produto. Ela comentou sobre a remoção de manchas, maciez, conservação e rendimento. Parabéns à marca Ariel, que fez um excelente produto, com preço acessível, fácil de encontrar, que condiz com suas propagandas e conquista a fidelidade das clientes!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Hoje é o Dia Mundial do Braille

Atualizar meu blog periodicamente é uma das metas de 2012. Eu adoro metas e sempre me empenho para cumpri-las. Entre as principais novidades do dia, deparei com o marco de 4 de Janeiro como Dia Mundial do Braille. Acho muito legal comprar produtos de limpeza, higiene ou alimentos e deparar com aquelas bolinhas que apresentam aos cegos o nome e a funcionalidade do objeto tocado. A inclusão, hoje, é algo crucial, não apenas por respeito a essas pessoas ou pela adaptação à realidade "normal", mas por permitir que essas pessoas nos ensinem percepções não vistas a olho nu.

Na última empresa em que trabalhei, conheci a advogada Manu. Ela não vê com os olhos, mas enxerga melhor que todos ali, por meio do som, do tato, da respiração. Manu era capaz de saber o meu humor de acordo com a entonação do meu "bom dia". Ela já morou sozinha, é uma profissional competente e desde cedo foi acostumada a viver como os que enxergam primordialmente através dos olhos.
São pessoas como a Manu que provam que cegos, cadeirantes, surdos ou portadores de qualquer outra deficiência podem levar uma vida plena, completa, adaptando suas dificuldades e mostrando o quanto são capazes de vencer pessoal e profissionalmente.

Dados do IBGE de 2010 apontam que 23,91% da população brasileira possui alguma deficiência. Destes, 3,5% possuem cegueira ou baixa visão. Portanto, ferramentas como o Braille devem ser valorizadas por permitirem a essas pessoas a inclusão, o respeito e a independência.

A proposta do Comunica e Marketeia é não apenas apontar contextualizações gerais, mas também mostrar como instituições e empresas lidam com realidades brasileiras ou globais. Neste sentido, tomo a liberdade de destacar a iniciativa da Fundação Dorina Nowill (http://www.fundacaodorina.org.br/), que há 65 anos dedica-se à inclusão social de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão. Navegando pelo trabalho da fundação, é possível conferir as ações de reabilitação, educação especial e até mesmo programas de empregabilidade. Parabéns pelo trabalho!

A menina da foto toca o globo e 
descobre os países graças da Braille