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segunda-feira, 26 de março de 2012

Vale proibir o público interno de consumir o produto do concorrente?

Li há pouco uma nota, em um veículo não oficial, dizendo que a Microsoft irá gradativamente tirar do uso da empresa todos os produtos da Apple utilizados pelos funcionários como ferramenta de trabalho. Lembrei da filosofia da Ambev (a Companhia de Bebidas das Américas), ilustrada com um caso de uma conhecida, há alguns anos:

Numa reunião de confraternização organizada em uma pizzaria, estavam funcionários da empresa com seus respectivos cônjuges.
- O que você vai tomar, querida? - perguntou um funcionário.
- Eu quero uma Coca, por favor.
Todos na mesa ficaram imóveis e atônitos.
- O que é que é, heim? Eu quero uma Coca! - disse para o namorado.
- Querida, vamos ver no cardápio quais sabores de suco te agradam mais...
Ok, o funcionário que sugeriu a pizzaria, poderia ter ligado com antecedência, questionando se o estabelecimento tinha exclusividade de fornecimento com alguma empresa de bebidas. Mas, o mais interessante neste caso é a cultura tão disseminada da proibição. Eu tenho alguns amigos que trabalham ou já trabalharam em empresas do segmento e nunca vi nenhum deles burlar a orientação: nas festas, sempre levam as marcas "permitidas" e mal comentam sobre o assunto.

A velha disputa pode acontecer em momentos constrangedores...

Talvez seja um pouco agressivo obrigar um funcionário a não consumir o produto da concorrência. Mas o mundo globalizado e corporativo é assim: cada profissional deve buscar o ambiente com que mais se identifique. Não há nada de certo ou errado nisso. Há, sim, um grande desafio à área de comunicação organizacional, que deve trabalhar a imagem da empresa de maneira assertiva e eficiente, especialmente quando o assunto for público interno.

sexta-feira, 16 de março de 2012

QR Codes: o que fazer com eles?

Há alguns meses, eu me deparava com certas "artes abstratas" específicas em banners, embalagens de produtos ou anúncios e ficava intrigada... O que eram aquelas figurinhas? Vencida pela curiosidade, pesquisei e descobri que esses desenhos - denominados QR Codes - são códigos de barras em 2D que, se escaneados por meio de smartphones ou ferramentas similares, são decodificados, passando a apresentar um novo conteúdo, que pode ser um trecho de texto ou um link. Ok, matei a curiosidade, mas fiquei decepcionada. Não encontrava aplicabilidade para os tais quadradinhos pretos.

Eis que nesta semana, passeando pelo Comunicadores (http://comunicadores.info/), me deparei com uma ação sensacional, implementada na Coreia do Sul. A rede de varejo Tesco disponibilizou, nas estações de metrô, painéis que imitam gôndolas de supermercado, com imagens de produtos diversos. Os usuários tem a opção de fazer uma lista dos produtos desejados - cada um com seu QR Code respectivo - pelo celular, efetuar o pagamento da compra e pronto: a cestinha de produtos é entregue diretamente em domicílio. Vejam só se não é o máximo:


Depois de descobrir a ação da Tesco, não foi difícil encontrar outras iniciativas de tirar o chapéu. A que eu mais gostei foi a da Heineken. Dando continuidade às suas ações fantasbolicamente fantásticas, a marca de cerveja fez do Festival de Música Heineken Open’er, na Polônia, um ambiente ainda mais interativo a partir dos QR Codes. Vale a pena assistir:



Já a Continental Airlines (proprietária e controladora da Copa Airlines, do Panamá) não obteve tanto sucesso na hora de utilizar os QR Codes. O código foi impresso em sua revista de bordo, vinculando milhas aos passageiros sem a necessidade de acessar contas online. Pena que, ao digitalizar o código, o usuário era direcionado a um conteúdo mal formatado para smartphones e tablets, o que impossibilitou a conclusão da ação. Outro ponto negativo: a revista de bordo é lida durante os vôos, ambiente que não permite acesso a wi-fi

A Continental Airlines já não se saiu bem com os códigos...

A moral da história - ou dos códigos bonitinhos - é que não utilizá-los não é o suficiente. Como toda ação, em mídias tradicionais ou cibernéticas, é importante planejar e pensar em todos os riscos. Qualquer deslize pode prejudicar a imagem e a reputação.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Como as marcas comemoraram o nosso dia?

Todo 8 de março é assim: recebemos abraços, beijos e um amontoado de parabéns por onde passamos. Há também as que ganham flores ou presentes no Dia Internacional da Mulher, seja do namorado, marido ou no trabalho. Particularmente, considero a data um tanto merecida pelas conquistas femininas sociais, políticas e econômicas desde o início do Século XX. Mas vamos convir que, hoje, o 8 de março é mais que uma data comemorativa. É também uma ótima oportunidade para que as empresas fortaleçam sua imagem e estreitem o relacionamento com seus públicos de interesse. Vasculhando alguns sites de notícias, encontrei mensagens interessantes.

A Heineken, em sua fan page do Facebook, foi prática. A frase "Hoje é dia internacional da Mulher. E neste post só elas comentam" foi complementada com esta imagem:


A assessoria de imprensa da Procter & Gamble certamente se antecipou e o portal Mundo do Marketing não deixou de fora da pauta uma matéria sobre as ações da P&G que visam uma especial fatia de seu público interno: as mulheres, que representam 37,5% dos funcionários alocados no Brasil e 35% na América Latina. De acordo com o texto, as colaboradoras da P&G tem à disposição benefícios como home office, diminuição da carga horária e até aumento do prazo da licença maternidade. Tudo para poderem conciliar carreira e família.

A marca de cosméticos Avon e a revista Caras comemoraram o Dia Internacional da Mulher em parceria. Com a criação de Grey 141, as empresas parabenizaram o público feminino com esta página:


A Avianca homenageou as passageiras nos voos que saíram de Congonhas e Guarulhos, na grande São Paulo. Ao embarcar, as mulheres receberam chocolates de boas vindas. Delicado, não?

Já no Rio de Janeiro, o destaque vai para a Sack’s, com a ação de guerrilha que "transformou" retrovisores em um acessório indispensável para qualquer mulher...


As mensagens e as ações variam, a cada ano. Certamente deixei de citar bons conteúdos. O mais importante no dia de hoje, na verdade, é poder afirmar que nós, mulheres, fazemos a diferença em todos os segmentos. Isso porque somos independentes, poderosas, autênticas, influentes e, com isso, tantas marcas dedicaram tempo e energia até chegar às mensagens que ganharam nossa atenção no dia hoje. Parabéns para todas!