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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Campanha Meias do Bem: uma ideia incrível para esquentar o inverno e criar significado à marca Puket

Sempre gostei da Puket. Quer presente mais fofo que um par de meias colorido e divertido? Tem para todos os gostos, tipos e estilos e, hoje, é fácil de encontrar: são mais de 80 lojas e os produtos da Puket estão presentes em mais de 5 mil estabelecimentos multimarcas. Mais que uma empresa que presa pela qualidade do produto e visivelmente encontrou seu nicho de mercado (afinal, a produção ultrapassa 12 milhões de pares de meia por ano e de 1,5 milhões de peças de underwear), a Puket mostrou como ser sustentável com simplicidade e autenticidade. Estou falando sobre a Campanha Meias do Bem, lançada no último mês de junho. 

A ação é fácil de entender: 
1) o cliente (ou voluntário) doa meias que não usa mais para a Puket, por meio de umas das 84 lojas;
2) essas meias serão recicladas e transformadas em cobertores, que por sua vez serão doados para quem precisa;
3) para cada par de meias doado, a Puket doa mais um...

Sem assistir ao vídeo da campanha, eu já achei sensacional. A ação é altamente sustentável, já que recicla meias que seriam descartadas e as transformam em cobertores. Além disso, cria significado para a marca Puket e traz enorme contribuição para a sua reputação. Mais que proporcionar uma experiência de encantamento, estilo e conforto para os seus clientes por meio de produtos que aliem alegria, bom gosto e alta qualidade, refletindo uma visão de mundo positiva, divertida, envolvente e cheia de humor; a marca convida seus stakeholders e serem voluntários. 

Quem nunca, numa noite muito fria, agradeceu por estar em uma cama limpa e quentinha? Vale a pena assistir:



segunda-feira, 22 de julho de 2013

O Diabo veste Prada. E nós, vestimos o que?

Nada melhor que um filme mamão-com-açúcar para relaxar a mente no final de semana. No último sábado, em busca de uma comédia despretensiosa, escolhi o conhecido O Diabo Veste Prada, The Devil Wears Prada, de 2006, adaptação cinematográfica do bestseller literário de Lauren Weisberger. O que era para relaxar acabou em diversas reflexões sobre carreira e vida pessoal, mercado de trabalho, liderança, gestão de pessoas e gestão de mudanças.


No filme de David Frankel, Meryl Streep vive Miranda Priestly, a famosa e arrogante editora da revista de moda Runway, enquanto Anne Hathaway é Andy Sachs, a assistente que acaba de ser contratada e não tem identificação nenhuma com a empresa, tampouco com o seu segmento de atuação. Além da insuportável colega de trabalho Emily, vivida por Emily Blunt, Andy se depara com uma série de dificuldades: uma chefe intolerante, que não aceita erros; um ambiente de trabalho hostil, em que ninguém quer contribuir com a adaptação da nova profissional; além de uma realidade totalmente nova, já que a intelectual e pouco vaidosa jornalista se vê na necessidade de aprender sobre o mercado de luxo, tendências da moda, marcas e, sobretudo, a se vestir adequadamente para a nova função.

Não há como não se colocar no lugar de Andy. Cada escolha impacta em uma renúncia, em 100% das vezes que tomamos uma decisão. No caso de Andy, ao optar por surpreender as expectativas de Miranda, ela abre mão da convivência com o namorado e com os amigos, do pouco tempo que tem com o pai, além de passar por cima de valores antagônicos ao mundo de vaidades em que acabou por mergulhar. A jornalista cai em si sobre as consequências de sua decisão quando vê sua vida pessoal por um fio e assiste a chefe desabar, ao final de mais um casamento.

Um filme leve, mas que carrega um fardo pesado. Enquanto o diabo veste Prada, o que devemos vestir para equilibrar nossas vidas pessoal e profissional e encarar todos os papéis da vida de maneira mentalmente saudável e equilibrada? Diria Charles Darwin, “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Sim, de fato, temos de nos adaptar ao mercado, ao comportamento dos gestores, às respostas do consumidor, aos colegas de trabalho pouco agregadores, à velocidade da informação. Mas, sem, jamais, abrir mão do que é importante para fazer apenas o que é urgente.

domingo, 14 de julho de 2013

Vem pra rua: 20 milhões de visualizações antes dos protestos nas cidades brasileiras

Números não são meu forte. Mas sabemos que foram milhares de pessoas, em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e várias outras cidades, de norte a sul, presentes nos manifestos organizados por meio das redes sociais, no mês de junho. A espontaneidade venceu a movimentação nacional, iniciativa sindical realizada no último dia 11 de julho. Vivemos um momento histórico, em que o governo age com rapidez (não necessariamente de maneira acertada) e acredito que em poucos anos veremos as consequências desta mudança de postura para o nosso Brasil. Mas, na verdade, a retomada dos textos do blog não tem foco no comportamento da população, ou análise econômica ou política sobre o "Vem pra rua". Uma curiosidade chama atenção para a campanha da FIAT, que, em maio, lançou o vídeo abaixo, com a interpretação do Falcão, da banda O Rappa:



É sempre difícil mensurar ações de comunicação e marketing, por envolverem gestão de imagem e reputação e, com isso, muita subjetividade. Tive o privilégio de assistir a uma palestra de um dos executivos da empresa, que afirmou que a FIAT optou por não encerrar a veiculação do comercial após o #vemprarua virar a identificação dos jovens manifestantes nas cidades brasileiras. A música foi criada por duas agências de publicidade e acabou como hino do movimento. Antes dos protestos, o vídeo já somava mais de 20 milhões de visualizações no YouTube e a página da montadora tem cerca de 2,4 milhões no Facebook. É a famosa ação realizada no lugar certo e na hora certa.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Vale proibir o público interno de consumir o produto do concorrente?

Li há pouco uma nota, em um veículo não oficial, dizendo que a Microsoft irá gradativamente tirar do uso da empresa todos os produtos da Apple utilizados pelos funcionários como ferramenta de trabalho. Lembrei da filosofia da Ambev (a Companhia de Bebidas das Américas), ilustrada com um caso de uma conhecida, há alguns anos:

Numa reunião de confraternização organizada em uma pizzaria, estavam funcionários da empresa com seus respectivos cônjuges.
- O que você vai tomar, querida? - perguntou um funcionário.
- Eu quero uma Coca, por favor.
Todos na mesa ficaram imóveis e atônitos.
- O que é que é, heim? Eu quero uma Coca! - disse para o namorado.
- Querida, vamos ver no cardápio quais sabores de suco te agradam mais...
Ok, o funcionário que sugeriu a pizzaria, poderia ter ligado com antecedência, questionando se o estabelecimento tinha exclusividade de fornecimento com alguma empresa de bebidas. Mas, o mais interessante neste caso é a cultura tão disseminada da proibição. Eu tenho alguns amigos que trabalham ou já trabalharam em empresas do segmento e nunca vi nenhum deles burlar a orientação: nas festas, sempre levam as marcas "permitidas" e mal comentam sobre o assunto.

A velha disputa pode acontecer em momentos constrangedores...

Talvez seja um pouco agressivo obrigar um funcionário a não consumir o produto da concorrência. Mas o mundo globalizado e corporativo é assim: cada profissional deve buscar o ambiente com que mais se identifique. Não há nada de certo ou errado nisso. Há, sim, um grande desafio à área de comunicação organizacional, que deve trabalhar a imagem da empresa de maneira assertiva e eficiente, especialmente quando o assunto for público interno.

sexta-feira, 16 de março de 2012

QR Codes: o que fazer com eles?

Há alguns meses, eu me deparava com certas "artes abstratas" específicas em banners, embalagens de produtos ou anúncios e ficava intrigada... O que eram aquelas figurinhas? Vencida pela curiosidade, pesquisei e descobri que esses desenhos - denominados QR Codes - são códigos de barras em 2D que, se escaneados por meio de smartphones ou ferramentas similares, são decodificados, passando a apresentar um novo conteúdo, que pode ser um trecho de texto ou um link. Ok, matei a curiosidade, mas fiquei decepcionada. Não encontrava aplicabilidade para os tais quadradinhos pretos.

Eis que nesta semana, passeando pelo Comunicadores (http://comunicadores.info/), me deparei com uma ação sensacional, implementada na Coreia do Sul. A rede de varejo Tesco disponibilizou, nas estações de metrô, painéis que imitam gôndolas de supermercado, com imagens de produtos diversos. Os usuários tem a opção de fazer uma lista dos produtos desejados - cada um com seu QR Code respectivo - pelo celular, efetuar o pagamento da compra e pronto: a cestinha de produtos é entregue diretamente em domicílio. Vejam só se não é o máximo:


Depois de descobrir a ação da Tesco, não foi difícil encontrar outras iniciativas de tirar o chapéu. A que eu mais gostei foi a da Heineken. Dando continuidade às suas ações fantasbolicamente fantásticas, a marca de cerveja fez do Festival de Música Heineken Open’er, na Polônia, um ambiente ainda mais interativo a partir dos QR Codes. Vale a pena assistir:



Já a Continental Airlines (proprietária e controladora da Copa Airlines, do Panamá) não obteve tanto sucesso na hora de utilizar os QR Codes. O código foi impresso em sua revista de bordo, vinculando milhas aos passageiros sem a necessidade de acessar contas online. Pena que, ao digitalizar o código, o usuário era direcionado a um conteúdo mal formatado para smartphones e tablets, o que impossibilitou a conclusão da ação. Outro ponto negativo: a revista de bordo é lida durante os vôos, ambiente que não permite acesso a wi-fi

A Continental Airlines já não se saiu bem com os códigos...

A moral da história - ou dos códigos bonitinhos - é que não utilizá-los não é o suficiente. Como toda ação, em mídias tradicionais ou cibernéticas, é importante planejar e pensar em todos os riscos. Qualquer deslize pode prejudicar a imagem e a reputação.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Como as marcas comemoraram o nosso dia?

Todo 8 de março é assim: recebemos abraços, beijos e um amontoado de parabéns por onde passamos. Há também as que ganham flores ou presentes no Dia Internacional da Mulher, seja do namorado, marido ou no trabalho. Particularmente, considero a data um tanto merecida pelas conquistas femininas sociais, políticas e econômicas desde o início do Século XX. Mas vamos convir que, hoje, o 8 de março é mais que uma data comemorativa. É também uma ótima oportunidade para que as empresas fortaleçam sua imagem e estreitem o relacionamento com seus públicos de interesse. Vasculhando alguns sites de notícias, encontrei mensagens interessantes.

A Heineken, em sua fan page do Facebook, foi prática. A frase "Hoje é dia internacional da Mulher. E neste post só elas comentam" foi complementada com esta imagem:


A assessoria de imprensa da Procter & Gamble certamente se antecipou e o portal Mundo do Marketing não deixou de fora da pauta uma matéria sobre as ações da P&G que visam uma especial fatia de seu público interno: as mulheres, que representam 37,5% dos funcionários alocados no Brasil e 35% na América Latina. De acordo com o texto, as colaboradoras da P&G tem à disposição benefícios como home office, diminuição da carga horária e até aumento do prazo da licença maternidade. Tudo para poderem conciliar carreira e família.

A marca de cosméticos Avon e a revista Caras comemoraram o Dia Internacional da Mulher em parceria. Com a criação de Grey 141, as empresas parabenizaram o público feminino com esta página:


A Avianca homenageou as passageiras nos voos que saíram de Congonhas e Guarulhos, na grande São Paulo. Ao embarcar, as mulheres receberam chocolates de boas vindas. Delicado, não?

Já no Rio de Janeiro, o destaque vai para a Sack’s, com a ação de guerrilha que "transformou" retrovisores em um acessório indispensável para qualquer mulher...


As mensagens e as ações variam, a cada ano. Certamente deixei de citar bons conteúdos. O mais importante no dia de hoje, na verdade, é poder afirmar que nós, mulheres, fazemos a diferença em todos os segmentos. Isso porque somos independentes, poderosas, autênticas, influentes e, com isso, tantas marcas dedicaram tempo e energia até chegar às mensagens que ganharam nossa atenção no dia hoje. Parabéns para todas!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Kodak: da invenção do filme fotográfico à concordata

A Kodak marcou minha infância. Em Jundiaí, frequentava uma grande Kodak no centro e outras duas, localizadas nos respectivos shoppings da cidade. A máquina da minha mãe era Kodak. Comprávamos negativos Kodak e revelávamos as fotos (que eram surpresa!) em uma das lojas citadas. Anos se passaram e eu ganhei a minha primeira máquina digital no início da faculdade, e já não era Kodak. Não compro mais negativos e revelo as fotos - sempre criteriosamente selecionadas e editadas - meses depois de clicadas.

A notícia do último dia 19 de janeiro sobre o pedido de concordata da Kodak não é surpreendente. Mas certamente entristece pessoas que, como eu, tiveram vínculos emocionais com a marca fundada em 1888. A concordata é a negociação derradeira: a última chance de reerguer. A empresa financiou um empréstimo de US$ 950 milhões e contratou Dominic Di Napoli, vice-presidente do conselho da FTI Consulting Inc., para assumir a diretoria de reestruturação, participando do grande desafio deste período nebuloso.

Fábrica da Kodak, nos Estados Unidos

Alguns negócios se esgotam com a evolução tecnológica. Com a máquina de escrever foi assim... Na trajetória da comunicação, passamos por uma série de formações culturais desde muitos séculos. Primeiro surgiu a cultura oral, formada por cantos, danças e pelo teatro. Depois, veio a escrita, ainda registrada em pedra, couro e no papiro. Séculos mais tarde, a partir de Gutenberg - o inventor da imprensa - tivemos a cultura impressa. Foi com a cultura de massas, a partir dos anos 1920, que deparamos com o jornal, o telégrafo, a fotografia, o cinema, o rádio e a televisão simultaneamente. A era mecânica misturava-se com a eletrônica. Posteriormente, a formação cultural das mídias chegou, por volta de 1980, com novidades como fotocopiadoras, videocassetes, walkmans, indústria de filmes e a TV a cabo.

Hoje, estamos em plena cibercultura, em que a comunicação é tida por meio de plataformas digitais e, a cada dia, o uso de equipamentos móveis é mais comum. Difícil saber qual espaço o tradicional negócio da Kodak pode ocupar neste universo virtual. No caso da imagem, a evolução passou pela cinematografia, pela imagem televisiva, pelas geradas computacionalmente, pelas digitais, capturadas por webcams até chegarmos nos celulares. Hoje, com o crescente uso de dispositivos como smartphones e tablets, as imagens são enviadas e manuseadas nas pontas dos dedos e podem passar de um lado para o outro do globo em questão de segundos.

Espero, sinceramente, que a Kodak encontre uma solução para seu negócio, seja por meio de um nicho de mercado ou com o lançamento de produtos que atendam à sede pelo compartilhamento da geração 2.0. Ou então, a marca terá apenas um lugar especial na mente de adultos que, como eu, guardam lembranças em forma de fotos antigas: uma maneira prazerosa de reviver momentos especiais.