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segunda-feira, 22 de julho de 2013

O Diabo veste Prada. E nós, vestimos o que?

Nada melhor que um filme mamão-com-açúcar para relaxar a mente no final de semana. No último sábado, em busca de uma comédia despretensiosa, escolhi o conhecido O Diabo Veste Prada, The Devil Wears Prada, de 2006, adaptação cinematográfica do bestseller literário de Lauren Weisberger. O que era para relaxar acabou em diversas reflexões sobre carreira e vida pessoal, mercado de trabalho, liderança, gestão de pessoas e gestão de mudanças.


No filme de David Frankel, Meryl Streep vive Miranda Priestly, a famosa e arrogante editora da revista de moda Runway, enquanto Anne Hathaway é Andy Sachs, a assistente que acaba de ser contratada e não tem identificação nenhuma com a empresa, tampouco com o seu segmento de atuação. Além da insuportável colega de trabalho Emily, vivida por Emily Blunt, Andy se depara com uma série de dificuldades: uma chefe intolerante, que não aceita erros; um ambiente de trabalho hostil, em que ninguém quer contribuir com a adaptação da nova profissional; além de uma realidade totalmente nova, já que a intelectual e pouco vaidosa jornalista se vê na necessidade de aprender sobre o mercado de luxo, tendências da moda, marcas e, sobretudo, a se vestir adequadamente para a nova função.

Não há como não se colocar no lugar de Andy. Cada escolha impacta em uma renúncia, em 100% das vezes que tomamos uma decisão. No caso de Andy, ao optar por surpreender as expectativas de Miranda, ela abre mão da convivência com o namorado e com os amigos, do pouco tempo que tem com o pai, além de passar por cima de valores antagônicos ao mundo de vaidades em que acabou por mergulhar. A jornalista cai em si sobre as consequências de sua decisão quando vê sua vida pessoal por um fio e assiste a chefe desabar, ao final de mais um casamento.

Um filme leve, mas que carrega um fardo pesado. Enquanto o diabo veste Prada, o que devemos vestir para equilibrar nossas vidas pessoal e profissional e encarar todos os papéis da vida de maneira mentalmente saudável e equilibrada? Diria Charles Darwin, “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Sim, de fato, temos de nos adaptar ao mercado, ao comportamento dos gestores, às respostas do consumidor, aos colegas de trabalho pouco agregadores, à velocidade da informação. Mas, sem, jamais, abrir mão do que é importante para fazer apenas o que é urgente.

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